segunda-feira, 16 de outubro de 2017

TENTATIVA DE ASSALTO A BANCO TERMINA COM SUSPEITO MORTO

NATAL/RN - Uma agencia bancária foi alvo de bandidos no fim da manhã desta segunda-feira (16). O fato ocorreu na agência da Bradesco, na Avenida Prudente de Morais, em Lagoa Nova, zona Sul de Natal.
Quatro homens chegaram à agência armados com espingardas calibre 12, coletes a prova de balas e balaclaves (máscaras). Eles tentaram invadir a agência, mas foram supreendidos pela Polícia Militar (PM) e houve troca de tiros.
Um dos assaltantes foi atingindo na cabeça durante o confronto, que gerou pânico entre os correntistas e pedestres que estavam nas proximidades. O outros três suspeitos conseguiram fugir em um carro.
A PM está realizando diligências para capturar o trio de fugitivos. Outra viatura está isolando o local para a chegada do Instituto Técnico-Científico de Polícia (ITEP/RN).

*Geraldo Miranda/Portal No Ar

LIVRO QUE CONTA HISTÓRIA DO HOSPITAL INFANTIL VARELA SANTIAGO SERÁ LANÇADO QUINTA-FEIRA

Lançamento acontece a partir das 19h, do dia 19 de outubro, na sede da Associação Médica do Rio Grande do Norte

O livro “Varela Santiago – A Visão de um homem” será lançado dia 19 de outubro, a partir das 19h, na sede da Associação Médica do Rio Grande do Norte - AMRN. A publicação é um marco dos cem anos da obra do grande médico e humanista, Manoel Varela Santiago Sobrinho, e foi coordenada pela pediatra Maria Zélia Fernandes, com a ajuda de uma equipe empenhada em resgatar a história do Hospital Infantil Varela Santiago.

A obra é uma compilação de histórias de diversos médicos, que contam a trajetória de vida do Dr. Varela Santiago e particularidades da história do Hospital Infantil Varela Santiago, que no último dia 12 de outubro completou 100 anos de sua criação.

A coordenadora Dra. Maria Zélia Fernandes ressalta que o livro trás a memória, contada através de uma linha do tempo, com testemunhos e homenagem. O posfácio foi escrito pelo jornalista Vicente Serejo.

“Varela Santiago – A Visão de um homem” conta com a coordenação executiva de Gerardo Carvalho, coordenação editorial de Mário Ivo Cavalcanti, fotografias de Giovanni Sérgio Rego, diagramação de Milton Vieira e revisão de Annecildo Carvalho.

 SERVIÇO

Lançamento do livro “Varela Santiago – A Visão de um homem”
Local: Associação Médica do Rio Grande do Norte - AMRN
Dia: 19/10/17
Horário: 19h

domingo, 15 de outubro de 2017

ALEXANDRIENSES EM ROMA

Pelo menos duas alexandrienses foram prestigiar a solenidade de canonização dos mártires de Cunhaú e Uruaçu.

Guiomar e Denise Veras, filhas do casal Seu Tonho e Salete Veras, estão em Roma, onde presenciaram hoje (15) do marcante acontecimento para a comunidade católica potiguar. 

Na foto, com seus esposos Márcio Lopes e Eduardo Vasconcelos, acompanhados das natalenses Vera e Marlene Vasconcelos.

PEREGRINAÇÃO EM MOSSORÓ

 MOSSORÓ/RN - Aconteceu hoje (15) a peregrinação da Imagem de Nossa Senhora da Conceição, Padroeira de Alexandria, em visita aos filhos de Alexandria residentes na terra de Santa Luzia, como parte dos festejos de nossa Padroeira.

A ideia do Padre Edinaldo e sua equipe de levar a imagem de nossa Padroeira aos alexandrienses mais distantes, aproxima mais os filhos ausentes de sua Paróquia, bem como renasce a esperança de uma comunidade mais voltada para as coisas de sua igreja.

Parabéns a todos que participaram. Que a ideia prospere !!!








COMPLEXO HOSPITALAR CIED – ATENDIMENTOS

Nutricionista, Dermatologista, Gastro, Proctologista, Neurologista, Urologista, Esteticista Graduada em designer em Micropigmentação em
Sobrancelhas, olhos, boca, calvície e dermografia mamilar, são alguns dos atendimentos que ocorrerão no decorrer da semana no Complexo Hospitalar CIED, em Alexandria.

O Complexo Hospitalar CIED inovou e agora realiza cirurgias de pequenas e médias complexidades nas áreas de Ginecologia, Otorrinolaringologia, Obstetrícia, Urologia, Ortopedia, Proctologia, Mastologia e Dermatologia e Cirurgias plástica.

Um completo centro cirúrgico com laboratório, apartamentos e ótimos profissionais.

SEGUNDA-FEIRA, 16/10.
Dr. Francisco Fernandes
Ultrassonografia geral
Cynthia maia
Nutricionista
Clínica e esportiva

Dr. David Abrantes
Dermatologista
Clinico geral
Pequenas cirurgias.

TERÇA-FEIRA, 17/10.
 Dr. Jarismar II
Endoscopia
Colonoscopia
Retossigmoidoscopia
Gastro
Proctologista
                 
Cynthia Maia
Nutricionista
Clínica e esportiva

QUARTA-FEIRA, 18/10.
Dr. Erasmo Firmino 
Neurologista
Eletroencefalograma

Cynthia Maia
Nutricionista
Clínica e esportiva

Dr. David Abrantes
Dermatologista
Clinico geral
Pequenas cirurgias
Eletrocardiograma

QUINTA-FEIRA, 19/10.
Dr. Lupércio Vale
Urologista

Rafaela Lócio
Fisioterapeuta
Fisioterapia neurológica
Fisioterapia respiratória
Fisioterapia ortodica e
Reumatologia

SEXTA-FEIRA, 20/10         
Dr. David Abrantes
Dermatologista
Clinico geral
Pequenas cirurgias

Suely França
Graduada em designer e
Micropigmentação em
Sobrancelhas, olhos, boca, calvície e dermografia mamilar.

Diariamente uma equipe técnica realiza os exames de imagens: Eletrocardiograma, mapa, holter, eletroencefalograma, raio x geral digital, mamografia digital, densitometria, campimetria, biometria + Ceratometria.

O Centro de Imagens Elizabete Dantas – CIED fica localizado na Rua Dr. Antônio Mousinho Fernandes, 369 – Bairro Boa Vista, Alexandria/RN.
Atendimentos pelo SUS - Prefeituras e particular.
Contato: (84) 3381- 2981/ Celular: (84) 99667-0006 – TIM.

RIO GRANDE DO NORTE SE TORNA O CENTRO DA ATENÇÃO DA IGREJA CATÓLICA NO VATICANO NESTE DOMINGO

Um momento histórico aguardado por milhares de devotos dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu  aconteceu neste domingo (15), com celebração do papa Francisco. O Rio Grande do Norte se tornou o centro da atenção mundial da Igreja Católica no Vaticano por conta da canonização dos padres André de Soveral e Ambrósio Francisco Ferro, do leigo Mateus Moreira e de mais 27 companheiros leigos.

Com a canonização dos mártires, o estado potiguar poderá se tornar um grande centro de peregrinação religiosa, atraindo fiéis do Brasil e do mundo. Por isso, o Governo do RN está montando roteiros turísticos para o Santuário de Uruaçu, em São Gonçalo do Amarante e aos monumentos históricos de Cunhaú, em Canguaretama. Uma grande campanha de promoção e divulgação do RN como destino religioso deve ser lançada em breve.

“O Rio Grande do Norte tem como principal vocação econômica o turismo e, com a canonização, nosso estado vai começar a receber mais visitantes, em busca de conhecer a história dos primeiros mártires santos do Brasil. Por isso, estamos investindo em infraestrutura nesses locais, fazendo parcerias e buscando maneiras de atender a demanda de turistas. Sabemos da importância desse momento para a história, cultura e religião dos potiguares e vamos trabalhar para isso resultar em crescimento da economia e geração de emprego e renda”, informou o governador Robinson Faria.

O chefe do Executivo Estadual ainda explicou que “o Rio Grande do Norte tem uma união de fatores positivos que colaboram e facilitam com a vinda desses novos visitantes. O Santuário de Uruaçu fica próximo ao Aeroporto de São Gonçalo do Amarante e de Natal, que concentra as principais redes hoteleiras”.
Outro destino de turismo religioso do Rio Grande do Norte já consolidado e que vai complementar esses novos roteiros é o santuário de Santa Rita de Cássia, com a maior estátua católica do mundo, em Santa Cruz.

História
Em 16 de junho de 1645, Padre André de Soveral e outros 70 fiéis foram cruelmente mortos por mais de 200 soldados holandeses e índios potiguares. Os fiéis participavam da missa dominical, na Capela de Nossa Senhora das Candeias, no Engenho Cunhaú – no município de Canguaretama, localizado a Zona Agreste do Rio Grande do Norte. Por seguirem a religião católica, tiveram que pagar com a própria vida o preço da fé, por causa da intolerância calvinista dos invasores.

Quatro meses depois, em 03 de Outubro de 1645, aconteceu outro martírio, onde 80 pessoas foram mortas por holandeses, entre elas, o Padre Ambrósio Francisco Ferro, que com os fiéis confiados a si, manteve a firmeza na fé, e o camponês Mateus Moreira, que teve o coração arrancado pelas costas, enquanto repetia a frase “Louvado seja o Santíssimo Sacramento”. Este morticínio aconteceu no Engenho de Uruaçu. Hoje chama-se Comunidade Uruaçu na área do município de São Gonçalo do Amarante – a 18 km de Natal, litoral do RN.

Processo de Beatificação
Segundo o Postulador da Causa dos Mártires, Mons. Francisco de Assis Pereira, “a memória dos servos de Deus sacrificados em Cunhaú e Uruaçu, em 1645, permaneceu viva na alma do povo potiguar, que os venera como enclíticos defensores da fé católica”. O processo de beatificação foi concedido pela Santa Sé, no dia 16 de junho de 1989. Em 21 de dezembro de 1998, o Papa João II assinou o Decreto reconhecendo o martírio de 30 brasileiros, sendo dois sacerdotes e 28 leigos. Monsenhor Assis acompanhou o processo de beatificação junto ao Vaticano, por mais de dez anos, reunindo documentos em pesquisas realizadas em Portugal, Holanda e no Brasil. Deste material resultou o livro Protomártires do Brasil, de sua autoria, lançado no final de 1999.

Beatificação aconteceu no Vaticano
A celebração de Beatificação aconteceu na Praça de São Pedro, no Vaticano, dia 5 de março de 2000, presidida pelo Santo Padre João Paulo II. Cerca de mil brasileiros participaram da celebração. Durante a Santa Missa, João Paulo II pronunciou sua homilia em italiano, português, polonês, francês e inglês. O Papa fez a seguinte reflexão em português: “São estes os sentimentos que invadem nossos corações, ao evocar a significativa lembrança da celebração dos quinhentos anos da evangelização no Brasil, que acontece este ano.

Naquele imenso País, não foram poucas as dificuldades de implantação do Evangelho. A presença da igreja foi se afirmando lentamente mediante a ação missionária de várias ordens e congregações religiosas e de sacerdotes do clero diocesano. Os mártires, que hoje são beatificados, saíram, no fim do século XVII, das comunidades de Cunhaú e Uruaçu, do Rio Grande do Norte. 

André de Soveral, Ambrósio Francisco Ferro – presbíteros e 28 companheiros leigos pertencem a esta geração de mártires que regou o solo pátrio, tornando-o fértil para a geração de novos cristãos. Eles são as primícias do trabalho missionário, os protomártires do Brasil. Um deles, Mateus Moreira, estando ainda vivo, foi-lhe arrancado o coração das costas, mas ele ainda teve forças para proclamar a sua fé na Eucaristia, dizendo: ‘Louvado seja o Santíssimo Sacramento'”.

Segundo Postulador da Causa de Beatificação, Mons. Francisco de Assis Pereira, a data escolhida pela celebração dos Protomártires será 03 de outubro – data de aniversário do morticínio de Uruaçu. Segundo ele, provavelmente, a CNBB vai pedir à Santa Sé para estender esta festa para todo o Brasil, e não somente para a Arquidiocese de Natal.

O termo Protomártires
Segundo o Mons. Assis Pereira, os mártires de Cunhaú e Uruaçu foram chamados de Protomártires do Brasil, pelo Prefeito da Congregação das Causas dos Santos. “Isto porque são os primeiros que derramaram o sangue pela fé em nossa Pátria, tendo o seu martírio reconhecido oficialmente pela Igreja”, disse o Monsenhor. Ele foi nomeado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB – como responsável pela organização do Martirológio da Igreja no Brasil.

Monumento lembra os Protomártires
Em Uruaçu, local onde outros mártires tiveram suas vidas barbaramente ceifadas, no município de São Gonçalo do Amarante – RN, foi construído um monumento para grandes celebrações e romarias, em parceria com o Governo do Estado. A inauguração ocorreu aos 02 de dezembro de 2000, com a presença do Governador do Estado, Garibaldi Alves Filho; do Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Eugênio Sales; do Arcebispo de Natal, Dom Heitor de Araújo Sales; bispos do Regional Nordeste 2; padres e cerca de 12 mil fiéis.

Livros publicados sobre o tema
Ao longo dos 363 anos que separam a data do morticínio de Cunhaú e Uruaçu e o atual momento histórico do Brasil, historiadores, jornalistas e escritores têm feito referências ao acontecimento. Nos últimos anos, porém, três livros merecem destaque pela profundidade com que tratam o assunto: Protomártires do Brasil, do Postulador da Causa dos Mártires junto ao Vaticano, Monsenhor Francisco de Assis Pereira; Terras de Mártires, da jornalista Auricéia Antunes de Lima, e Mártires de Cunhaú e Uruaçu, do Padre Eymard L’E. Monteiro.

*DeFato

A FORÇA DO PROFESSOR.... Bráulio Bessa

Um guerreiro sem espada
sem faca, foice ou facão
armado só de amor
segurando um giz na mão
o livro é seu escudo
que lhe protege de tudo
que possa lhe causar dor
por isso eu tenho dito
Tenho fé e acredito
na força do professor.

Ah... se um dia governantes
prestassem mais atenção
nos verdadeiros heróis
que constroem a nação
ah... se fizessem justiça
sem corpo mole ou preguiça
lhe dando o real valor
eu daria um grande grito
Tenho fé e acredito
na força do professor.

Porém não sinta vergonha
não se sinta derrotado
se o nosso pais vai mal
você não é o culpado
Nas potências mundiais
são sempre heróis nacionais
e por aqui sem valor
mesmo triste e muito aflito
Tenho fé e acredito
na força do professor.

Um arquiteto de sonhos
Engenheiro do futuro
Um motorista da vida
dirigindo no escuro
Um plantador de esperança
plantando em cada criança
um adulto sonhador
e esse cordel foi escrito
por que ainda acredito
na força do professor.

sábado, 14 de outubro de 2017

MULHER É ENCONTRADA MORTA EM ESTRADA CARROÇÁVEL NA ZONA RURAL DE MARCELINO VIEIRA/RN

Uma mulher foi encontrada morta com sinais de violência em uma estrada carroçável, na zona rural de Marcelino Vieira, região do alto oeste do Estado. 
O corpo da vítima foi localizado na manhã de sábado (14), por volta das 06h, na localidade denominada Córrego do doido, no Sítio Coito, cerca de 300 metros da RN 079.

De acordo com a polícia, a vítima foi identificada como sendo Josefa Benuza de Oliveira , de 47 anos, conhecida como Núbia, que residia no Centro de Marcelino Vieira-RN. No local foi encontrada próximo a vítima uma pedra grande provavelmente usada para esmagamento do crânio e ainda pedaços de madeira. O corpo da vítima se encontrava seminu.  

A PM ao tomar conhecimento do fato solicitou apoio a Companhia de Alexandria e Destacamento de Pilões-RN, foram ao local e fizeram isolamento até a chegada de uma equipe do ITEP-RN. 

*Nosso Paraná


ALÔ GALERA - HOJE TEM INAUGURAÇÃO

ALEXANDRIA/RN - Acontece hoje às 17:00h inauguração do mais novo Point para a Galera que se liga em Açaí. A Hora do Açaí, chega possui ambiente climatizado e oferece excelentes opções para os que degustam o açaí. O Point traz a assinatura do amigo Diego Paiva. Passe lá e confira!!! Sucesso amigo.

AÇÃO ROSA NO HOSPITAL REGIONAL DE PAU DOS FERROS

PAU DOS FERROS/RN - Palestra com a Psicologa Gesiane Araújo e confecção de turbantes para serem entregues aos pacientes, marcaram neste dia (14) a Ação Rosa no Hospital Cleodon Carlos de Andrade.

É HOJE GALERINHA!!!


JUCA KFOURI: ‘O FUTEBOL É A OUTRA FACE DA POLÍTICA’

“Futebol e política, política e futebol se misturam como água e sabão, e seria ainda melhor se um e outro fossem mais limpos do que são”, escreve o jornalista Juca Kfouri em suas memórias. Recém-lançadas sob o título Confesso que perdi (Cia das Letras), as histórias de vida de um dos mais conhecidos jornalistas do Brasil entrelaçam-se de tal forma às trajetórias da política e do futebol no Brasil que, de fato, fica difícil separar as coisas. A única forma de narrar as três histórias é misturando-as.
Assim, os capítulos que organizam Confesso que perdi têm como títulos combinações de acontecimentos políticos e esportivos, como “Duas derrotas: Diretas Já e Democracia Corintiana”. Com algumas voltas, o livro segue mais ou menos a cronologia linear da história política recente do Brasil, do golpe militar de 1964 até os governos PT, passando por copas do mundo, pela redemocratização brasileira, pelos principais campeonatos nacionais e pelos movimentos políticos dentro do futebol, normalmente considerado algo alienante pela elite acadêmica do Brasil.
Embora se autoproclame, logo no título, um “derrotado”, o jornalista dificilmente seria classificado assim: Kfouri foi diretor das revistas Placar e Playboy, além de colunista dos jornais O Globo e Folha de S.Paulo, sendo, atualmente, comentarista esportivo da ESPN-Brasil e da Rádio CBN. Antes disso, nos anos 1970, estudou Ciências Sociais da USP, onde se envolveu com a militância política de esquerda da Ação Libertadora Nacional (ALN, o partido de oposição à ditadura), tornando-se responsável por ajudar quem precisasse fugir do Brasil, arranjando documentação e esconderijos temporários. Foi aí que sua vida – que desde cedo já estava misturada ao futebol – atrelou-se definitivamente à política.
“Eu era um menino de 17 anos que estava começando a fazer militância política. O que me incentivava, mais que conhecimento, mais que ideologia, era um enorme sentimento de indignação”, lembra. À CULT, Kfouri fala sobre a recepção de Confesso que perdi, fazendo um balanço de sua trajetória como militante de esquerda e jornalista esportivo-investigativo – e comenta a atual situação política do Brasil, apontando os erros da esquerda e o impacto político do 7 a 1.
CULT – Você sempre se identificou com a esquerda, e não esconde isso em suas memórias. Como está sendo a recepção do livro neste momento politicamente conturbado?
Juca Kfouri – A repercussão está sendo muito melhor do que eu imaginava, até agora não saiu nenhuma crítica negativa. Mas o momento político está sendo importante também. Eu passei a ser muito mais alvejado por anti-petistas depois do impeachment do que era antes. Muita gente que me adorava como jornalista esportivo antes do impeachment passou a me odiar depois porque descobriu em mim um petista que eu não sou. Eu sou apenas contra o impeachment. Mas para muita gente, isso é ser “petralha”. Acho que se eu lançasse este livro antes, talvez não houvesse esse tipo de leitura. Mas é o que eu sempre digo: enquanto a gente sentir frio na barriga, quer dizer que a gente está vivo. 
No livro você menciona que, em seus anos nas Ciências Sociais, via o futebol como possível instrumento de luta política. O que mudou de lá para cá?
Nas Ciências Sociais, nos anos 1960, o futebol era visto como alienante, como algo que atrasaria a luta social. O pessoal da Usp só se preocupava, de fato, com a luta contra a ditadura, como se o futebol não pudesse fazer parte disso. Eu achava o contrário. Do fim da ditadura para cá, isso não só mudou, como mudou para melhor, porque o futebol passou a ser assunto de muitas teses acadêmicas. A parte esportiva da Biblioteca Acadêmica cresceu muito. Na época em que eu estava na Sociais tinha pouquíssimas teses, hoje há mais 1.300 sobre o tema. Isso reflete uma outra visão sobre o futebol – uma visão mais crítica.
É possível o surgimento de outra organização como a Democracia Corintiana? 
Aquilo foi algo muito particular. Nasceu daquele ambiente da campanha das Diretas, quando os objetivos de toda a esquerda eram os mesmos – derrubar a ditadura. Hoje, houve algumas tentativas semelhantes: depois de 2013, por exemplo, tivemos o Bom Senso Futebol Clube, que acabou sendo soterrado pelo caos político, e não deu certo. Neste momento atual, acho muito difícil imaginar um movimento como a Democracia. É uma questão de contexto, mas também de educação básica e de ensino superior.
Como assim?
Aquele contexto era muito mais propício para o surgimento de algo assim. Ao mesmo tempo, nosso sistema educacional não é voltado para formar cidadãos, mas para criar e manter oprimidos. Se o povo brasileiro em geral não é politizado, imagine o atleta, que é criado para a competição, para vencer, e não para pensar em política. Assim, fica cada vez mais difícil a criação de um movimento de resistência dentro do futebol.
Algumas pessoas brincam que o Brasil desandou depois da última Copa. O futebol tem poder sobre as relações sociais e políticas no Brasil?
A relação é curiosa. Veja, ninguém disse que a Copa de 1970 foi ganha pelo General Médici, embora ele fosse o presidente na época. Da mesma forma, ninguém colocou a culpa do 7 a 1 na Dilma. Nós perdemos da Alemanha de 7 a 1, foi o maior vexame da história do nosso futebol. Aquela derrota, de fato, é um marco da virada da “fla-flulização” da nossa política. E Dilma foi xingada nos estádios, mas ainda assim foi reeleita. E ainda assim, o Brasil está classificado para a Copa de 2018, está todo mundo encantado com o time do Tite. Eu não estabeleço uma relação direta entre política e futebol. Mas é óbvio que a superestrutura do nosso futebol é a outra face da superestrutura da nossa política. O [ex-presidente da CBF] Ricardo Teixeira está proibido de sair do Brasil pela Interpol, assim como o atual presidente, Marco Polo Del Nero, e o José Maria Marin, que estão nos Estados Unidos. Você olha para a Lava-Jato e pode enxergar, se quiser, a mesma estrutura de corrupção. As pessoas devem ter clareza disso.
Você esteve presente nas Diretas Já e também viveu as manifestações de Junho de 2013. Vê aproximações entre estes dois marcos?
Os dois são absolutamente diferentes. Acho que as manifestações pelas Diretas eram caracterizadas pela unidade do país: o país inteiro queria votar, independentemente de quem seria o candidato. Queríamos ter o poder de escolha. Já as manifestações de 2013 nasceram de uma simples manifestação contra o aumento das passagens de ônibus em São Paulo e, em função da reação violenta da polícia militar, se transformaram em uma trilha de pólvora que acabou explodindo em vários pontos do país. Ali, foi a gota d’água que transbordou. Só que, ao contrário das Diretas Já, Junho de 2013 aconteceu da forma mais desorganizada possível. Tinha de tudo na rua. Como o Lula disse, havia pessoas que não tinham pão e havia pessoas que já tinham pão e queriam manteiga. E aí, abriu-se espaço para o que temos hoje aí, na política, em termos de conservadorismo.
As redes sociais são, hoje, o equivalente à intensa atividade política daquela época?
Sem nenhuma postura saudosista, acho fácil demais se manifestar pelas redes sociais. Eu prefiro aqueles que vão para as ruas, que correm riscos, que apanham da polícia, porque esses dizem alguma coisa de fato. Na minha época, a gente levava cacetada e ia preso, mesmo com medo. Nas redes sociais as pessoas se escondem. Agora, claro que não se pode ignorar o papel das redes. Veja a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos, veja a eleição de João Doria em São Paulo: a manipulação das redes sociais trouxeram estes resultados. Mesmo assim, pelas pesquisas, se vê que há um desencanto dos eleitores, que não é refletido pelas redes. Quero dizer: como assim, 55% da população paulistana é contra Doria presidente? Eu me surpreendi vendo isso. Pelas redes, achava que o cara era super popular. A gente é levado a ter conclusões erradas quando vive nessas bolhas.
Nas redes, há quem defenda a volta da ditadura militar. Como você, que lutou contra a ditadura, vê isso?
Eu tenho até preguiça de pensar nisso porque é algo muito recente. É o sinal mais forte da ignorância política em nosso país. Gente que não viveu a ditadura – ou que até viveu, mas que não acredita que o regime fez o que fez, que torturou, matou, censurou. Claro, tem gente com uma cabeça desviada, que acha que tem que ser assim mesmo. Mas também tem gente que quer ordem, e que não percebe o que a ditadura traz junto, inclusive corrupção, de que as pessoas reclamam tanto. Na época da ditadura, havia corrupção de sobra, mas ninguém podia noticiar, é claro. Era o silêncio dos cemitérios. Mas a impressão é que os militares eram limpos.
Em determinado momento do livro, você diz que “a democracia é uma coisa complicada”. Ainda acredita nisso?
A democracia que a gente imaginava durante a ditadura era baseada em um fato simples: naquela época, era muito fácil separar o “bem” do “mal”. Porque quem era a favor da ditadura era “do mal” e quem era contra era “do bem”. Só que, quando a ditadura acabou, percebeu-se que nem tudo era tão simples. Existia gente de direita e “do bem”, gente de esquerda e “do mal”, existia de tudo, porque é disso que se trata a democracia. E a única solução para isso, na minha opinião, é mais democracia. A democracia brasileira, porém, é baseada num modelo político arcaico, que não tem nada a ver com representação. É um modelo que se vale do dinheiro para eleger representantes, e acaba sendo uma democracia distorcida – veja, já tivemos dois impeachments depois da redemocratização, que aconteceu há pouquíssimo tempo. 
Que soluções podem ser viáveis?
Acho que podemos pensar como modelos os países escandinavos. Claro, eles são muito menores do que o Brasil, e de culturas muito diferentes da nossa, mas há uma série de medidas que podem, sim, ser aplicadas aqui. Votos por distrito, que trariam a política para mais perto da realidade dos eleitores. Ou facilitar novas eleições caso o presidente eleito não seja bom o suficiente, sem ter que passar pelo trauma do enorme processo de impeachment. Mas acho que  a reforma política está muito aquém do povo, aqui no Brasil. Ninguém sabe o que está acontecendo.
É assim que a reforma trabalhista tem sido feita.
Exatamente. Acho a reforma trabalhista necessária, porque o mundo mudou. O capitalismo mudou, o capital mudou, as relações de trabalho e os meios de produção mudaram. Mas isso é enfiado goela abaixo por este governo, que não tem legitimidade nenhuma para fazer uma reforma desta magnitude. E, até por uma questão tática, a gente é obrigado a ficar contra.
Em suas memórias, você afirma que, em sua militância da juventude, “a sensibilidade e a indignação sobrepujavam o realismo”. Ainda há resquícios dessa cegueira idealista?
Só posso falar com base no que eu vivi e no que eu vejo, mas acho que não. Hoje é diferente. Eu era um menino de 17 anos que estava começando a fazer militância política. O que me incentivava, mais que conhecimento, mais que ideologia, era um enorme sentimento de indignação. Afinal, tivemos um presidente tirado do poder sob mentiras de que havia uma “ameaça comunista”. Aquilo era um absurdo. Hoje, podemos até dizer que houve um golpe, mas não vivemos um Estado de exceção. Não há uma ditadura. Então, a solução é o debate político.
Não há ditadura, mas há um conservadorismo tomando forma no poder. Um exemplo é o que está acontecendo com as censuras a exposições e outras formas de arte.
Sim, e isso é um reflexo muito claro das pessoas que, com pouca ou nenhuma informação, se manifestaram pelo impeachment. São pessoas que não têm noção do que seja arte. É só ver Alexandre Frota nas ruas, se manifestando contra a pedofilia e contra a pornografia, pela família brasileira. Quer melhor exemplo do que isso? É uma gente tão ignorante que é incapaz de entender que o olhar de uma criança para qualquer coisa é completamente diferente do olhar de um adulto. Essa coisa da penalização do nu, do pecado do nu, isso é uma bobagem. É obscurantismo. Parece que nem passamos pelo Iluminismo, séculos atrás.
Acredita que o conservadorismo seja de responsabilidade da esquerda que esteve no poder?
Sim, os erros da esquerda facilitaram o conservadorismo. E a esquerda errou demais. Essa coisa da coalizão do governo PT com o PMDB, por exemplo, não fez o menor sentido. Outro grande erro foi a esquerda não ter feito as reformas que eram mais necessárias, políticas e sociais, para não mexer em um vespeiro. O que houve foi um falso desenvolvimento: formação de consumidores durante oito anos, uma suposta ascensão dos excluídos, as pessoas de classes baixas começaram a andar de avião. Mas nenhuma mudança estrutural. E aí, acabaram ficando parecidos com outros governos, mesmo sendo de esquerda.
Vê possibilidade de uma nova guinada à esquerda? Como?

Não resta outra saída senão a esquerda admitir que errou e corrigir erros. A atual presidente do PT, Gleisi Hoffmann, diz que o partido não é uma igreja para ajoelhar no milho, mas eu acho que isso é uma maneira muito rasteira de não cumprir com a obrigação com o povo brasileiro, com os que foram decepcionados pelo partido. Fingir que não errou é ridículo. E isso você vê, inclusive, no jornalismo. Não há nada que o leitor goste mais do que uma errata, porque isso aproxima você das pessoas; faz com que elas vejam humildade no seu trabalho. É a mesma coisa com a política.

SENADO MUDA LEI MARIA DA PENHA E ORGANIZAÇÕES PEDEM QUE TEMER VETE A PROPOSTA



O Senado aprovou, na terça-feira (10), Dia Nacional de Luta Contra a Violência à Mulher, projeto que altera a Lei Maria da Penha, a fim de permitir ao delegado de polícia conceder medidas protetivas de urgência às mulheres que sofreram violência e a seus dependentes, uma prerrogativa que hoje é exclusiva dos juízes. A medida foi votada simbolicamente na Casa e anunciada como positiva, mas integrantes do Ministério Público, Defensores Públicos Gerais e organizações feministas criticam as mudanças. Elas pedem que o presidente Michel Temer vete a proposta. 

O projeto determina que a concessão de medidas pelo delegado só será admitida em caso de risco real ou iminente à vida ou à integridade física e psicológica da mulher e de seus dependentes. A autoridade policial deverá comunicar a decisão ao juiz e também consultar o Ministério Público em até 24 horas, de acordo com a proposta, para definir pela manutenção da decisão. 

Entre as medidas que podem ser aplicadas em caso de violência, estão a proibição de o agressor manter contato ou se aproximar da ofendida, de seus familiares e das testemunhas, vetando-o de frequentar determinados lugares a fim de preservar a integridade física e psicológica da agredida, e o encaminhamento da mulher à rede de apoio às vítimas de violência.

Na justificativa da proposta de autoria do deputado Sergio Vidigal (PDT-ES), consta que ela acelerará a apreciação dos pedidos, a fim de garantir segurança, e que objetiva promover melhorias no sistema de combate à violência doméstica e familiar contra a mulher. Nesse sentido, também determina que deve ser priorizada a criação de delegacias especializadas de atendimento à mulher (Deam), núcleos investigativos de feminicídio e equipes especializadas para o atendimento e investigação de atos graves de violência contra a mulher; estabelece que a vítima de violência deve ser atendida, preferencialmente, por outras mulheres; e fixa diretrizes para a escuta de vítimas e testemunhas, como a garantia de que sejam ouvidas em local isolado e específico e de que não haverá contato com investigados ou suspeitos.

A mudança, contudo, está longe de ser consensual. Antes mesmo da aprovação da proposta, várias instituições manifestaram-se contra, entre as quais o Grupo Nacional de Direitos Humanos e a Comissão Permanente de Combate à Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais dos Ministérios Públicos dos Estados e da União; a Comissão Especial para Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher do Colégio Nacional de Defensores Públicos Gerais, bem como as organizações que elaboraram o anteprojeto de lei Maria da Penha (Cepia, Cfemea, Cladem e Themis) e outros grupos feministas, de mulheres e de defesa dos direitos humanos.

Diante das mudanças, Leila Linhares Barsted, diretora da ONG CEPIA – Cidadania, Estudo, Pesquisa, Informação e Ação e uma das redatoras do texto da Lei Maria da Penha, antecipou a Agência Brasil que organizações que atuam em defesa dos direitos das mulheres pedirão que o presidente Michel Temer vete a proposta.

Ela explica que, em vez de significar avanços, o projeto aprovado subverte a lógica da Lei Maria da Penha e seu foco em garantir acesso das mulheres à Justiça e à rede de apoio, como instituições de acolhimento e de atenção à saúde. “Nós, mulheres que trabalhamos na proposta original, queríamos realmente garantir às mulheres o acesso à Justiça, que é uma garantia prevista não apenas na Constituição, mas especificamente no caso das mulheres, em convenções internacionais das Nações Unidas e da Organização dos Estados Americanos [OEA]”, relembra Leila.

Acesso à Justiça
Ela explica que a norma em vigor prevê a competência do Judiciário na determinação de medidas, dando à polícia o dever de orientar a vítima sobre medidas protetivas e outras questões, como registro de ocorrência, além de apoiá-la para buscar pertences em casa. Para Leila, além do direito das mulheres de ter acesso ao Judiciário, isso é importante porque é neste momento que a vítima é acompanhada pela Defensoria Pública, recebe apoio e informações sobre seus direitos. “É uma maneira de fortalecer essas mulheres, sabendo dos seus direitos e requerendo, de forma eficaz, as medidas protetivas, e de afastar mecanismos de conciliação tão comumente utilizados”, diz, relatando que, nas delegacias, as mulheres costumam ser discriminadas.

Questionada sobre a eficácia do Judiciário nesse combate, já que 900 mil processos sobre violência doméstica tramitam na Justiça brasileira , a advogada e representante brasileira no Mecanismo de Acompanhamento da Implementação da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a violência contra a Mulher da OEA afirma que “a concessão de medidas protetivas é um ato rápido, enquanto o processo criminal tem que obedecer ao rito de ampla defesa” e destaca que os problemas existentes não pode levar à substituição do Judiciário pelas delegacias de polícia.

A Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp) alertou, em nota técnica, que ela pode impedir que as mulheres violentadas apresentem seus pleitos à Justiça. A proposta, para o Conamp, abole a “capacidade postulatória direta da vítima para o juiz para as medidas protetivas de urgência, pois agora apenas se o delegado de polícia entender necessário ele é quem representará ao juiz para a aplicação de outras medidas protetivas”.

Direitos do acusado
O órgão defende que a alteração é ilegal. Apontando que a decisão por medidas protetivas de urgência “é uma grave ingerência nos direitos fundamentais do investigado”. “A proibição de aproximar-se dos parentes da vítima pode importar, inclusive, na supressão do direito de visita regulamentado por decisão judicial, criando a situação absurda de um despacho policial revogar decisão judicial. E restringir o direito fundamental à liberdade do cidadão”.

Opinião semelhante é exposta por Leila Linhares Barsted. Ao mesmo tempo que o Estado tem o dever de punir agressores a fim de que as mulheres sejam protegidas e possam viver sem violência, diz, ele não pode negar direitos aos acusados. “Não podemos ampliar o poder de polícia de limitar a liberdade de indivíduos”

*DeFato /Agência Brasil

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